Diferenças entre edições de "José Falcão (30.08.1942-11.08.1974)"
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Revisão das 15h18min de 18 de agosto de 2020
Foi o 14º matador português.
José Carlos Frita Falcão nasceu em 30 de agosto de 1942 em Povos, antiga freguesia do concelho de Vila Franca de Xira. Filho de Sofia da Conceição Frita Falcão e Fernando Morgado Falcão José viveu a sua infância num ambiente familiar muito rico em tradições taurinas o que acabou por ditar a sua vocação.
Aos 15 anos de idade toureou pela primeira vez na emblemática “Palha Blanco”, praça de toiros da sua terra natal. A 8 e 10 de fevereiro de 1959, com 16 anos de idade, toureou no Campo Pequeno nos espetáculos taurinos de Carnaval. No ano seguinte José Falcão passaria a frequentar a Escola de Toureio de Coruche onde permaneceu até 1966.
A 15 de abril de 1962, já sob a orientação dos irmãos Badajoz, apresentou-se num festival em Coruche e cerca de um mês depois, a 20 de maio, José Falcão debutava vestido de “luces”, na Monumental Amadeu Augusto dos Santos, no Montijo, numa novilhada da Sociedade Agrícola de Rio Frio, alternando com Carlos do Carmo, Mário António e Óscar Rosmano.
A 11 de junho de 1963, na Praça de Toiros da Chamusca José Falcão ascendeu à categoria de novilheiro numa tarde em que compartilhou a arena com José Simões. A partir daí a sua carreira conhece um impulso exponencial.
A alternativa, tomou-a a 23 de junho de 1968 das mãos de Paco Camino, na Praça de Toiros de Badajoz por ocasião da Feira de San Juan. Teve como testemunha Francisco Rivera “Paquirri”. No ano seguinte, a 27 de julho, confirmaria-a na Monumental de Las Ventas apadrinhada por Vicente Punzón com testemunho de Aurélio Garcia Higares. Nessa tarde foram lidados toiros de Murteira Grave.
Ainda em 1969, na Praça México, confirmou a alternativa a 13 de dezembro.
Fica para a história da tauromaquia a fatídica tarde de domingo de 11 de agosto de 1974. Ao lidar o “Cuchareto”, da Ganadaria Hoyo de la Gitana, com 506 Kg, "José Falcón” – como ficou conhecido em Espanha - foi fatalmente colhido na perna esquerda, tendo a cornada atingido a veia femural. No final, com forte ovação, foi o bandarilheiro António de Jesus quem deu a volta à arena. Às 23h10 seria declarado o óbito.
Ao longo da sua carreira José Falcão atuou nas principais praças de Portugal, Espanha, França, América Latina e em Moçambique. Foi distinguido com vários prémios, entre eles o Prémio da Imprensa (1968), ou Prémio Bordalo, como "Matador de Touros" da categoria "Tauromaquia". O primeiro, entregue pela Casa da Imprensa em 1969, também distinguiu, nesta categoria, o cavaleiro Manuel Conde e o Grupo de Forcados de Alcochete. No ano seguinte a júri voltaria a considerá-lo como o melhor «espada» da temporada, contudo o regulamento impedia a entrega da distinção em anos consecutivos.
José Falcão fica também na história da tauromaquia portuguesa ao matar um toiro ilegalmente no Campo Pequeno, na noite de 20 de junho de 1974 na 12ª Corrida TV no Campo Pequeno – televisionada em direto. Nessa noite compartilhava a arena com os cavaleiros José Mestre Batista e Luís Miguel da Veiga e com o matador Amadeus dos Anjos. Lidavam-se toiros da ganadaria de Oliveira, Irmãos. José Falcão foi o terceiro, e até hoje o último, matador de toiros a matar ilegalmente um toiro após a lide na Monumental do Campo Pequeno. Recorde-se que o primeiro havia sido Manuel dos Santos no dia 3 de junho de 1951 e depois António dos Santos a 24 de setembro de 1959.
A última corrida de toiros que José Falcão toureou em Portugal foi na Praça de Toiros da Figueira da Foz a 4 de agosto de 1974, uma semana antes de falecer, onde ombreou com Ricardo Chibanga.
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