Diferenças entre edições de "Área Média disponível por Bovino Bravo"
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| − | + | Registo Genpro Online | Criadores e Explorações, cedido pela APCTL em 2019. | |
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Edição atual desde as 16h54min de 8 de setembro de 2020
A distribuição do efetivo total de bovinos bravos não corresponde exatamente a uma relação direta com distribuição da área de implantação das ganadarias. Por tal, é previsível que se verifiquem diferentes áreas disponíveis por cabeça, provavelmente associadas a diferentes territórios.
No total do efetivo de bovinos bravos no ano de 2019, e considerando uma área estimada de 34 mil hectares no total das ganadarias portuguesas, prevê-se um rácio de 1,43 hectares por cabeça.
Considerando apenas os bovinos para lide, o rácio é de 2,1 hectares/cabeça.
As estimativas apontam para que seja na região da Lezíria do Tejo que a área disponível por bovino bravo seja superior, aproximadamente 1,7 ha/cabeça caso se considere a totalidade do efetivo, e 2,6 ha/cabeça considerando apenas os bovinos para lide.
Quadro – Área média estimada por bovino segundo as NUTS III
| NUTS II | NUTS III | Área disponível por bovino para lide (ha/cabeça) | Área disponível por bovino, total do efetivo (ha/cabeça) |
|---|---|---|---|
| Alentejo | Alentejo Litoral | 1,7 | 1,2 |
| Baixo Alentejo | 1,9 | 1,3 | |
| Lezíria do Tejo | 2,6 | 1,7 | |
| Alto Alentejo | 2,1 | 1,3 | |
| Alentejo Central | 1,7 | 1,2 | |
| AML | Área Metropolitana de Lisboa | -(1) | -(1) |
| R. A. Açores | R. A. Açores | 2,9(2) | 1,9(2) |
| Centro | Oeste | -(1) | -(1) |
| Região de Coimbra | 2,1(2) | 1,5(2) |
Fonte: cálculos próprios
Notas:
(1) Valor não calculado por existirem ganadarias com baixo número de bovinos bravos ou não ser possível estimar a área das ganadarias, o que resultaria em valores significativamente desviados da média.
(2) Dado o baixo número de casos amostrais (ganadarias), os valores nas regiões dos Açores e Coimbra poderão ter desvios consideráveis.
Será no distrito de Santarém, coincidente com a região da Lezíria, e eventualmente Setúbal (a estimativa para este distrito é interpretada com mais cuidado que as anteriores, pois existem ganadarias com baixo número de efetivos), que se situam as ganadarias com maior área disponível por cabeça (2,4 ha/cabeça considerando só bovinos de lide, e 1,6 ha/cabeça na totalidade no distrito de Santarém, e 2,7, e 1,8 ha/cabeça em Setúbal, respetivamente). Contabilizando apenas bovinos de lide o distrito de Portalegre também têm um valor médio superior a 2 ha/cabeça (2,1), o que está acima da média da região do Alentejo. Por outro lado Beja e Évora disponibilizam 1,8 ha por toiro de lide.
Quadro – Área média estimada por bovino segundo os distritos
| NUTS III | Área disponível por bovino para lide (ha/cabeça) | Área disponível por bovino, total do efetivo (ha/cabeça) |
|---|---|---|
| Coimbra | 2,1(2) | 1,5(2) |
| Setúbal | 2,7(1) | 1,8(1) |
| Portalegre | 2,1 | 1,3 |
| Beja | 1,8 | 1,2 |
| Santarém | 2,4 | 1,6 |
| Évora | 1,8 | 1,3 |
Fonte: cálculos próprios
Notas:
(1) Valor que poderá estar sobrestimado.
(2) Dado o baixo número de casos amostrais (ganadarias), os valores na região de Coimbra poderá ter um desvio considerável.
Em conclusão, apesar de as ganadarias do Alentejo terem uma área média de implantação superior à ganadarias das regiões da Lezíria do Tejo, o número do efetivo é relativamente maior no Alentejo face a uma unidade de área disponível para a criação em regime de produção extensivo. Em resultado, nas zonas da Lezíria do Tejo cada toiro de lide têm ao seu dispor uma área maior.
BIBLIOGRAFIA
Registo Genpro Online | Criadores e Explorações, cedido pela APCTL em 2019.
Farto, Afonso (2018), “Caracterização das Ganadarias Bravas Portuguesas”, Lisboa, Dissertação de Mestrado em Engenharia Agronómica - Especialização em Agropecuária, Instituto Superior de Agronomia da Universidade de Lisboa