Diferenças entre edições de "Distribuição Geográfica das Ganadarias"

 
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Edição atual desde as 16h23min de 8 de setembro de 2020

Apesar de a tauromaquia ser um fenómeno com representação abrangente no território nacional, a escolha dos locais para implantação das explorações de gado bravo é menos disperso, contabilizando se 46 municípios com pelo menos uma ganadaria. A criação do toiro bravo exige áreas consideráveis, cerca de 1 a 6 hectares por rese, pelo que a grande maioria das ganadarias certificadas implantam a exploração solar do efetivo nos montados alentejanos, nas regiões do Ribatejo e do Alentejo (APCTL, 2006). De facto, considerando as antigas províncias de Portugal, quase meia centena das atuais ganadarias situam-se na antiga província do Alto Alentejo, 19 no Baixo Alentejo, 30 no Ribatejo, e três em ambas as províncias da Estremadura e Beira Litoral. O arquipélago dos Açores conta com oito ganadarias registadas na APCTL, que representam cerca de 7,6% do total.


Fonte: produção própria a partir de dados de APCTL (2019)


Na atual configuração administrativa, a NUTS II do Alentejo incorpora 84 ganadarias, situando se seis explorações na Área Metropolitana de Lisboa, sete na NUTS II do Centro, e oito na Região Autónoma dos Açores.

A seguinte figura demonstra a distribuição espacial das ganadarias por NUTSIII.


Fonte: produção própria a partir de dados de APCTL (2019)

Dentro da região do Alentejo, todas as suas subregiões, NUTS III, têm explorações de toiros de lide, das quais se destacam o Alentejo Central e a Lezíria do Tejo, com 26 e 25 respetivamente. O Alto Alentejo tem 14, e o Baixo Alentejo 13, enquanto o Alentejo Litoral contabiliza seis. Na região Centro, três subregiões contam com ganadarias registadas na APCTL: o Médio Tejo (uma), a Região de Coimbra (quatro), e a região Oeste (duas).
Como já verificado, a implantação de ganadarias não é exclusiva do território continental. No arquipélago dos Açores existem pelo menos oito ganadarias (certificadas pela APCTL), das quais sete se situam no concelho de Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, e uma no concelho de Velas, na ilha de São Jorge.
A seguinte figura demonstra a percentagem das ganadarias de cada uma das NUTS III no total de explorações em Portugal.


Fonte: produção própria a partir de dados de APCTL (2019)


Esta distribuição implica que dos dezoito distritos de Portugal Continental, sete possuem ganadarias, dos quais se destacam Santarém e Évora, ambos com 26 ganadarias. Os distritos de Beja e de Portalegre têm ambos 14, o distrito de Setúbal têm nove, enquanto Coimbra e Lisboa têm quatro cada.


Fonte: produção própria a partir de dados de APCTL (2019)


A nível da distribuição por concelho, considerando apenas os que têm ganadaria(s), em média existem 2 a 3 (média=2,3) explorações por município. Mais de metade dos concelhos (25) tem uma única ganadaria, e 80% não mais que três explorações.
É nos distritos de Santarém e de Évora, e nas regiões da Lezíria do Tejo e do Alto Alentejo, que os concelhos têm mais ganadarias. No distrito de Santarém e região da Lezíria, o concelho de Benavente destaca-se com a presença de 13 explorações de gado bravo, enquanto Coruche e Chamusca têm ambos quatro. No distrito de Évora o concelho de Montemor o Novo (Alto Alentejo) tem cinco, Mourão (Alentejo Central) tem quatro, e o município de Évora tem seis. Monforte no distrito de Portalegre e região do Alto Alentejo, tem cinco. Mas é na região autónoma dos Açores que surge o segundo concelho com mais ganadarias, Angra do Heroísmo com sete.
Em suma, a exploração desta atividade, em regime de produção extensivo, não se concentra exclusivamente em nenhum núcleo mas dispersa-se por um conjunto diversificado de municípios, que incluem o Centro, o Sul e uma parte das regiões insulares de Portugal.
A figura seguinte demonstra a distribuição espacial das ganadarias por município.


Fonte: produção própria a partir de dados de APCTL (2019)

Vd. Lista de Ganadarias por Concelho


BIBLIOGRAFIA


APCTL (2019), “Livro das ganadarias portuguesas registadas na APCTL, 2019”, Porto Alto, APCTL

APCTL (2006), "Ganadarias Portuguesas. Legislação Taurina. A.P.C.T.L.”, Porto Alto, APCTL, pp 48; 123-143