Diferenças entre edições de "Cornetim"

 
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'''O papel do Cornetim Tauromáquico'''
 
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Uma condição “sine qua non” para se dar uma corrida de toiros é a existência de Cornetim. O Cornetim é a voz do Diretor de Corrida. Todas as ordens que o delegado técnico da Inspeção-Geral das Atividades Culturais (IGAC) queira dar durante uma corrida de toiros passam pelo Cornetim através de toque adequado para ir de encontro ao desejado pelo Diretor.
 
Uma condição “sine qua non” para se dar uma corrida de toiros é a existência de Cornetim. O Cornetim é a voz do Diretor de Corrida. Todas as ordens que o delegado técnico da Inspeção-Geral das Atividades Culturais (IGAC) queira dar durante uma corrida de toiros passam pelo Cornetim através de toque adequado para ir de encontro ao desejado pelo Diretor.
  
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Numa Corrida de Toiros à Portuguesa, a sequência de toques segue a seguinte ordem:  
 
Numa Corrida de Toiros à Portuguesa, a sequência de toques segue a seguinte ordem:  
  
* O toque de Aviso tem como objetivo avisar os artistas de que o espetáculo vai começar e serve também para dar a ordem para a Banda tocar o “Hino da Maria da Fonte”;
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O toque de Aviso tem como objetivo avisar os artistas de que o espetáculo vai começar e serve também para dar a ordem para a Banda tocar o “Hino da Maria da Fonte”;
  
* O Toque de Quadrilhas é o toque que dá a indicação para se iniciar as cortesias;
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O Toque de Quadrilhas é o toque que dá a indicação para se iniciar as cortesias;
  
* Após as cortesias, repete-se o toque de quadrilhas dando a indicação ao cavaleiro para iniciar a sua atuação;
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Após as cortesias, repete-se o toque de quadrilhas dando a indicação ao cavaleiro para iniciar a sua atuação;
  
* O toque para a saída do toiro é dado após sinal do cavaleiro ao Diretor de Corrida, porém, só pode ser dado com a permissão deste, e serve para dar indicação para a saída do toiro;
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O toque para a saída do toiro é dado após sinal do cavaleiro ao Diretor de Corrida, porém, só pode ser dado com a permissão deste, e serve para dar indicação para a saída do toiro;
  
 
Durante a lide os toques a dar são chamados de “avisos” que podem ser de vários tipos, a saber:
 
Durante a lide os toques a dar são chamados de “avisos” que podem ser de vários tipos, a saber:
  
* A qualquer altura para chamar o cavaleiro para entrar em contacto com o Diretor de Corrida, por exemplo, quando o toiro não reúne condições físicas para a lide continuar.
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- A qualquer altura para chamar o cavaleiro para entrar em contacto com o Diretor de Corrida, por exemplo, quando o toiro não reúne condições físicas para a lide continuar.
  
* Existem três toques de aviso que servem para avisar o toureiro sobre o tempo decorrido da sua lide. Os toques são dados aos 10, 12 e 13 minutos, sendo este o toque tradicional para o fim de lide.
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- Existem três toques de aviso que servem para avisar o toureiro sobre o tempo decorrido da sua lide. Os toques são dados aos 10, 12 e 13 minutos, sendo este o toque tradicional para o fim de lide.
  
* Terminada a lide é hora do toque para a pega. Este toque requer especial atenção à localização do toiro (o toque deverá ser efetuado quando estiverem reunidas as condições para os forcados saltarem à arena);
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Terminada a lide é hora do toque para a pega. Este toque requer especial atenção à localização do toiro (o toque deverá ser efetuado quando estiverem reunidas as condições para os forcados saltarem à arena);
  
* Caso seja uma pega de cernelha, o Cornetim deve dar o toque para saída dos cabrestos (vulgo toque de recolha) e uma vez mais deverá ser realizado o toque da pega (apenas quando estiverem reunidas condições para os forcados saltarem à arena);
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Caso seja uma pega de cernelha, o Cornetim deve dar o toque para saída dos cabrestos (vulgo toque de recolha) e uma vez mais deverá ser realizado o toque da pega (apenas quando estiverem reunidas condições para os forcados saltarem à arena);
  
* Durante a pega, podem também surgir os toques de aviso, que são dados aos 5, 8 e 10 minutos;
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Durante a pega, podem também surgir os toques de aviso, que são dados aos 5, 8 e 10 minutos;
  
* Por fim, o toque de recolha, para sair os cabrestos e o toiro ser recolhido.
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Por fim, o toque de recolha, para sair os cabrestos e o toiro ser recolhido.
  
 
Para uma lide a pé, o esquema de toques é o seguinte:
 
Para uma lide a pé, o esquema de toques é o seguinte:
  
* Ao contrário de uma lide a cavalo, aqui não há toque de quadrilhas com o intuito do toureiro sair à arena;
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Ao contrário de uma lide a cavalo, aqui não há toque de quadrilhas com o intuito do toureiro sair à arena;
  
* O primeiro toque a ser dado é o toque para saída do toiro. Contudo, este toque é diferente do toque dado para a saída do toiro para toureiro a cavalo. Neste toque o Cornetim pode ser acompanhado por outro músico a tocar Tímpanos;
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O primeiro toque a ser dado é o toque para saída do toiro. Contudo, este toque é diferente do toque dado para a saída do toiro para toureiro a cavalo. Neste toque o Cornetim pode ser acompanhado por outro músico a tocar Tímpanos;
  
* Terminada o tércio de capote é a vez do toque para a mudança de tércio. Este toque por norma é dado após a solicitação do toureiro, solicitação essa que deve ser confirmada pelo Diretor de Corrida;
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Terminada o tércio de capote é a vez do toque para a mudança de tércio. Este toque por norma é dado após a solicitação do toureiro, solicitação essa que deve ser confirmada pelo Diretor de Corrida;
  
* Após o tércio de bandarilhas é dado, uma vez mais, o toque para mudança de tércio. Este toque é dado, igualmente, após solicitação do toureiro, e mais uma vez deverá ser confirmada pelo Diretor de Corrida;
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Após o tércio de bandarilhas é dado, uma vez mais, o toque para mudança de tércio. Este toque é dado, igualmente, após solicitação do toureiro, e mais uma vez deverá ser confirmada pelo Diretor de Corrida;
  
* Durante a faena de muleta poderão surgir os tradicionais avisos, sendo os avisos dados na mesma contagem do toureiro a cavalo, isto é, aos 10, 12 e 13 minutos para o fim de lide. Adicionalmente, poderão surgir outros toques durante a lide, desde que solicitados pelo Diretor de Corrida (estes avisos são iguais aos avisos no toureiro a cavalo);
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Durante a faena de muleta poderão surgir os tradicionais avisos, sendo os avisos dados na mesma contagem do toureiro a cavalo, isto é, aos 10, 12 e 13 minutos para o fim de lide. Adicionalmente, poderão surgir outros toques durante a lide, desde que solicitados pelo Diretor de Corrida (estes avisos são iguais aos avisos no toureiro a cavalo);
 
 
* Por fim, o tradicional toque de recolha, que é igual, seja toureiro a pé ou toureiro a cavalo.
 
  
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• Por fim, o tradicional toque de recolha, que é igual, seja toureiro a pé ou toureiro a cavalo.
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O Cornetim não tem nenhuma farda específica para tocar numa corrida de toiros. No entanto, dada a importância do cargo, o Cornetim deverá apresentar-se sempre de forma aprumada em qualquer tipo de praça, de forma a defender esta classe amadora. Todavia, não existe qualquer tipo de obrigação no Regulamento de Espetáculo Tauromáquico (RET) ou por parte de quem o contrata.
 
O Cornetim não tem nenhuma farda específica para tocar numa corrida de toiros. No entanto, dada a importância do cargo, o Cornetim deverá apresentar-se sempre de forma aprumada em qualquer tipo de praça, de forma a defender esta classe amadora. Todavia, não existe qualquer tipo de obrigação no Regulamento de Espetáculo Tauromáquico (RET) ou por parte de quem o contrata.
  
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A minha maior motivação para realizar esta atividade é, sem dúvida, o amor que nutro pela festa dos toiros. O melhor reconhecimento que posso receber são as palmas do público e o agradecimento dos toureiros, que me leva a querer continuar a ser a voz do Diretor de Corrida…
 
A minha maior motivação para realizar esta atividade é, sem dúvida, o amor que nutro pela festa dos toiros. O melhor reconhecimento que posso receber são as palmas do público e o agradecimento dos toureiros, que me leva a querer continuar a ser a voz do Diretor de Corrida…
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Edição atual desde as 11h05min de 24 de maio de 2021


CORNETIM - A VOZ DO DIRETOR DE CORRIDA

Gonçalo Lúcio
Advogado estagiário / Cornetim Tauromáquico

O papel do Cornetim Tauromáquico

GL 1.jpg

Uma condição “sine qua non” para se dar uma corrida de toiros é a existência de Cornetim. O Cornetim é a voz do Diretor de Corrida. Todas as ordens que o delegado técnico da Inspeção-Geral das Atividades Culturais (IGAC) queira dar durante uma corrida de toiros passam pelo Cornetim através de toque adequado para ir de encontro ao desejado pelo Diretor.

O Cornetim fica sempre posicionado à esquerda do Diretor de Corrida no espaço que lhes é destinado na praça de toiros. Deve estar sempre com a máxima atenção, quer ao espetáculo, quer à direção da corrida com a qual deverá manter uma relação de cordialidade e respeito.

Os toques do Cornetim numa Corrida de Toiros à Portuguesa diferem dos toques de uma Corrida de Toiros Mista ou de outra apenas com toureiro a pé.

Numa Corrida de Toiros à Portuguesa, a sequência de toques segue a seguinte ordem:

• O toque de Aviso tem como objetivo avisar os artistas de que o espetáculo vai começar e serve também para dar a ordem para a Banda tocar o “Hino da Maria da Fonte”;

• O Toque de Quadrilhas é o toque que dá a indicação para se iniciar as cortesias;

• Após as cortesias, repete-se o toque de quadrilhas dando a indicação ao cavaleiro para iniciar a sua atuação;

• O toque para a saída do toiro é dado após sinal do cavaleiro ao Diretor de Corrida, porém, só pode ser dado com a permissão deste, e serve para dar indicação para a saída do toiro;

Durante a lide os toques a dar são chamados de “avisos” que podem ser de vários tipos, a saber:

- A qualquer altura para chamar o cavaleiro para entrar em contacto com o Diretor de Corrida, por exemplo, quando o toiro não reúne condições físicas para a lide continuar.

- Existem três toques de aviso que servem para avisar o toureiro sobre o tempo decorrido da sua lide. Os toques são dados aos 10, 12 e 13 minutos, sendo este o toque tradicional para o fim de lide.

• Terminada a lide é hora do toque para a pega. Este toque requer especial atenção à localização do toiro (o toque deverá ser efetuado quando estiverem reunidas as condições para os forcados saltarem à arena);

• Caso seja uma pega de cernelha, o Cornetim deve dar o toque para saída dos cabrestos (vulgo toque de recolha) e uma vez mais deverá ser realizado o toque da pega (apenas quando estiverem reunidas condições para os forcados saltarem à arena);

• Durante a pega, podem também surgir os toques de aviso, que são dados aos 5, 8 e 10 minutos;

• Por fim, o toque de recolha, para sair os cabrestos e o toiro ser recolhido.

Para uma lide a pé, o esquema de toques é o seguinte:

• Ao contrário de uma lide a cavalo, aqui não há toque de quadrilhas com o intuito do toureiro sair à arena;

• O primeiro toque a ser dado é o toque para saída do toiro. Contudo, este toque é diferente do toque dado para a saída do toiro para toureiro a cavalo. Neste toque o Cornetim pode ser acompanhado por outro músico a tocar Tímpanos;

• Terminada o tércio de capote é a vez do toque para a mudança de tércio. Este toque por norma é dado após a solicitação do toureiro, solicitação essa que deve ser confirmada pelo Diretor de Corrida;

• Após o tércio de bandarilhas é dado, uma vez mais, o toque para mudança de tércio. Este toque é dado, igualmente, após solicitação do toureiro, e mais uma vez deverá ser confirmada pelo Diretor de Corrida;

• Durante a faena de muleta poderão surgir os tradicionais avisos, sendo os avisos dados na mesma contagem do toureiro a cavalo, isto é, aos 10, 12 e 13 minutos para o fim de lide. Adicionalmente, poderão surgir outros toques durante a lide, desde que solicitados pelo Diretor de Corrida (estes avisos são iguais aos avisos no toureiro a cavalo);

• Por fim, o tradicional toque de recolha, que é igual, seja toureiro a pé ou toureiro a cavalo.

Erro ao criar miniatura: Ficheiro não encontrado

O Cornetim não tem nenhuma farda específica para tocar numa corrida de toiros. No entanto, dada a importância do cargo, o Cornetim deverá apresentar-se sempre de forma aprumada em qualquer tipo de praça, de forma a defender esta classe amadora. Todavia, não existe qualquer tipo de obrigação no Regulamento de Espetáculo Tauromáquico (RET) ou por parte de quem o contrata.

No meu caso pessoal, apresento-me numa corrida de toiros sempre de fato, com gravata e com as tradicionais luvas brancas, símbolo característico e usual de praticamente todos os Cornetins.

A contratação do Cornetim é realizada através do empresário responsável pela corrida.


A relação do cornetim a uma banda

O cornetim é um instrumento da família dos metais, sendo uma derivação do trompete. É um pouco mais pequeno do que o trompete, sendo este o “rei” da família.

Numa corrida de toiros é sempre usado um instrumento em “Sib” (tonalidade do instrumento), todavia em alguns casos também é usado o trompete.

No RET não existe qualquer obrigatoriedade para o uso do cornetim. O cornetim é o instrumento mais regularmente utilizado, apenas por um costume incutido nos Cornetins Tauromáquicos.

A nível de ligação, o Cornetim não tem de estar ligado a uma banda, pode realizar esta atividade a título pessoal. No meu caso, sou músico da Banda do Samouco, porém, realizo esta atividade de forma singular e pessoal.


O percurso de um Cornetim Tauromáquico

Qualquer Cornetim antes de o ser terá necessariamente de ter aprendizagem como músico. A aprendizagem do Cornetim começa normalmente pelo trompete, ambas têm formas de tocar muito idênticas, sendo mínimas as diferenças.

No meu caso, iniciei o estudo de trompete na Banda do Samouco, começando pela teoria musical (solfejo), tendo ingressado mais tarde no Conservatório de Música do Montijo, com o intuito de aperfeiçoar o meu estudo de trompete. Após ingressar na Banda do Samouco comecei a tocar em corridas de toiros de norte a sul do país, maioritariamente no Campo Pequeno. Esta experiência fez com que começasse a querer ser Cornetim numa corrida de toiros. Não existe uma formação específica para ser Cornetim tauromáquico. Basta para isso conhecer cada toque e a sua função, para além, claro, de dominar o instrumento.

Aficionado, desde sempre, vi no cornetim uma oportunidade para estar presente em mais corridas de toiros, e, principalmente, fazer parte do espetáculo que tanto gosto – foi assim que acabei por me estrear numa corrida em Alpalhão (Nisa) em 2012.

A minha maior motivação para realizar esta atividade é, sem dúvida, o amor que nutro pela festa dos toiros. O melhor reconhecimento que posso receber são as palmas do público e o agradecimento dos toureiros, que me leva a querer continuar a ser a voz do Diretor de Corrida…



Neste momento (2020) estão no ativo os seguintes cornetins tauromáquicos: