Diferenças entre edições de "Garraiadas, Vacadas e Pamplonas"

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É muito frequente, ocorrendo com frequência nas aldeias do Ribatejo, do Oeste, da Área Metropolitana de Lisboa e, principalmente, de todo o Alentejo (para além de alguns outros casos isolados), que se soltem vacas em vez de toiros nos recintos taurinos construídos nas vilas e aldeias. Esse ritual assume nomes variados, como “garraiadas”, “vacadas” e “pamplonas”. Uma vez largada a vaca, tal como nas largadas de toiros, o ritual consiste em desafia-la, fazê-la correr e fugir a procurar refúgio nas tronqueiras, de preferência a uma distância tal que incite o animal a “derrotar” nelas. Claro que também neste caso emergem os jovens mais preparados e aficionados, que recortam e burlam a vaca, para aplauso da assistência. Mas o elemento essencial consiste na “pega” do animal de caras. Um jovem adianta-se, cita o animal e reúne com ele recebendo-o no peito com mais ou menos perícia. Se se agarra, é imediatamente ajudado por outros que imobilizam o animal. Este pode ser pegado várias vezes, sendo o número de pegas, bem como o grau de dificuldade que apresentam, critérios para avaliar a qualidade do animal.  
 
É muito frequente, ocorrendo com frequência nas aldeias do Ribatejo, do Oeste, da Área Metropolitana de Lisboa e, principalmente, de todo o Alentejo (para além de alguns outros casos isolados), que se soltem vacas em vez de toiros nos recintos taurinos construídos nas vilas e aldeias. Esse ritual assume nomes variados, como “garraiadas”, “vacadas” e “pamplonas”. Uma vez largada a vaca, tal como nas largadas de toiros, o ritual consiste em desafia-la, fazê-la correr e fugir a procurar refúgio nas tronqueiras, de preferência a uma distância tal que incite o animal a “derrotar” nelas. Claro que também neste caso emergem os jovens mais preparados e aficionados, que recortam e burlam a vaca, para aplauso da assistência. Mas o elemento essencial consiste na “pega” do animal de caras. Um jovem adianta-se, cita o animal e reúne com ele recebendo-o no peito com mais ou menos perícia. Se se agarra, é imediatamente ajudado por outros que imobilizam o animal. Este pode ser pegado várias vezes, sendo o número de pegas, bem como o grau de dificuldade que apresentam, critérios para avaliar a qualidade do animal.  
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Ao ponto de nalguns locais se oferecer dinheiro aos, afixando as notas nas canas de foguetes e variando o montante em função de um entendimento implícito entre quem oferece o dinheiro e quem tenta a pega acerca do grau de dificuldade da mesma. No fim da vacada o dinheiro é gasto com amigos no arraial. Onde este hábito de pagar a pega não existe, fica o folguedo no arraial e a admiração do povo, em particular das raparigas, como recompensa para os rapazes.
 
Ao ponto de nalguns locais se oferecer dinheiro aos, afixando as notas nas canas de foguetes e variando o montante em função de um entendimento implícito entre quem oferece o dinheiro e quem tenta a pega acerca do grau de dificuldade da mesma. No fim da vacada o dinheiro é gasto com amigos no arraial. Onde este hábito de pagar a pega não existe, fica o folguedo no arraial e a admiração do povo, em particular das raparigas, como recompensa para os rapazes.
  

Revisão das 04h24min de 19 de junho de 2020

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É muito frequente, ocorrendo com frequência nas aldeias do Ribatejo, do Oeste, da Área Metropolitana de Lisboa e, principalmente, de todo o Alentejo (para além de alguns outros casos isolados), que se soltem vacas em vez de toiros nos recintos taurinos construídos nas vilas e aldeias. Esse ritual assume nomes variados, como “garraiadas”, “vacadas” e “pamplonas”. Uma vez largada a vaca, tal como nas largadas de toiros, o ritual consiste em desafia-la, fazê-la correr e fugir a procurar refúgio nas tronqueiras, de preferência a uma distância tal que incite o animal a “derrotar” nelas. Claro que também neste caso emergem os jovens mais preparados e aficionados, que recortam e burlam a vaca, para aplauso da assistência. Mas o elemento essencial consiste na “pega” do animal de caras. Um jovem adianta-se, cita o animal e reúne com ele recebendo-o no peito com mais ou menos perícia. Se se agarra, é imediatamente ajudado por outros que imobilizam o animal. Este pode ser pegado várias vezes, sendo o número de pegas, bem como o grau de dificuldade que apresentam, critérios para avaliar a qualidade do animal.

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Ao ponto de nalguns locais se oferecer dinheiro aos, afixando as notas nas canas de foguetes e variando o montante em função de um entendimento implícito entre quem oferece o dinheiro e quem tenta a pega acerca do grau de dificuldade da mesma. No fim da vacada o dinheiro é gasto com amigos no arraial. Onde este hábito de pagar a pega não existe, fica o folguedo no arraial e a admiração do povo, em particular das raparigas, como recompensa para os rapazes.


Bibliografia

  • Capucha, Luís e Marco Gomes (2016). "Tauromaquia, Cultura com Sabor de Festa". In LMEC - CRIA (Ed.), Congresso Ibero Americano Património, suas Matérias e Imatérias, Lisboa.