Diferenças entre edições de "Castas e Encastes nas Ganadarias Portuguesas"

 
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Edição atual desde as 16h54min de 8 de setembro de 2020

Atualmente, a casta predominante no efetivo das ganadarias portuguesas é de origem espanhola, a Vistahermosa. Apenas uma ganadaria, Fernando Palha, preserva algum sangue da casta Vasquenha (Grupo Tauromáquico “Sector 1”, 2019).
Por outro lado, um grupo restrito de ganadarias dispõe de encastes derivados da casta portuguesa (Lucas, 2006).
Dentro da casta Vistahermosa destacam-se dois encastes, o Ibarra – Parladé, e o Murube – Urquijo. Estima-se que pouco mais de três quintos das ganadarias portuguesas tenham um efetivo com sangue da casta Ibarra – Parladé, enquanto o sangue Murube – Urquijo está presente em cerca de 12,6% das ganadarias. Desta casta, outros dois encastes presentes são o Santa Coloma de linha Buendía (2 ganadarias), e o Contreras (1 ganadaria).
Outros encastes da casta Vistahermosa reconhecidos em Portugal são o Pinto Barreiros e o Oliveira Irmãos, pois muitas das ganadarias portuguesas originaram-se a partir de exemplares destes efetivos. O primeiro está presente em cerca de um décimo das ganadarias portuguesas e o segundo em aproximadamente 8%. Por último, outros dois encastes com alguma representação são o Soler e o Cabral Ascenção.
Dentro da casta Portuguesa destaca-se a ganadaria Vaz Monteiro, cujo encaste homónimo mantém o sangue puro do seu efetivo desde a sua fundação na primeira metade do século XIX. De acordo com os dados da APCTL (2019) também se verifica que as ganadarias Vale Sorraia, que mantém algum do encaste de Norberto Pedroso, e a Casa Prudêncio, que mantêm algum sangue do encaste de Lafões, têm toiros em parte com sangue de casta portuguesa.
Ressalva-se que o mais frequente é verificaram-se efetivos com vários encastes e/ou cruzamentos, incluindo dentro do encaste Ibarra – Parladé onde subsistem várias derivações. No entanto a derivação Domecq poderá estar presente de forma pura em cerca de 14,3% das ganadarias com encaste Ibarra – Parladé, o que representa 8,7% do total das ganadarias portuguesas.


Fonte: produção própria a partir de dados de APCTL (2019).
Nota: o somatório é superior a 100% pois as ganadarias podem ter mais que um encaste.


BIBLIOGRAFIA


APCTL (2019), “Livro das ganadarias portuguesas registadas na APCTL, 2019”, Porto Alto, APCTL

Correia, Pedro (2012), “Posicionamento Genético do Gado Bravo da Ilha Terceira em Relação à Raça Brava de Lide”, Dissertação de Mestrado em Engenharia Zootécnica, Universidade dos Açores

Grupo Tauromáquico “Sector 1” (2019), “Manual do aficionado. Como ver uma corrida de toiros”, in III Curso de Formação Taurina

Lucas, A. V. (2006), “Ganadarias Portuguesas 2006”, Porto Alto, Edição Associação Portuguesa de Criadores de Touros de Lide, pp. 30-150