Diferenças entre edições de "Capeia Arraiana (Sabugal)"

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Revisão das 01h44min de 21 de outubro de 2020

EM AGOSTO, CAPEIAS A GOSTO


Norberto Manso

Adjunto do Gabinete de Apoio à Presidência da Câmara Municipal do Sabugal

Fustigado pela intensa emigração dos anos 60, o concelho do Sabugal privou-se de muitos dos seus mais intrépidos homens e mulheres que, na busca do Eldorado, partiram para franças e araganças. Mas foi, sobretudo, na zona do concelho mais fronteiriça com Espanha, que a sangria mais se sentiu.

Partiram, e por lá desbravaram, entre atalhos e veredas, caminhos até portos de esperança por aqui perdida. E no mês de Agosto regressam. Regressam com uma mão cheia de sucesso e outra mão cheia das memórias, dos laços, dos afectos e dos vínculos que dão sentido à vida e à vinda.

Por entre o enovelado das memórias, a FESTA destaca-se pela envolvência da comunidade, espaço de construção do sentido de pertença e de identificação com o colectivo. E por isso se regressa, se vem à terra, à terra onde estão as raízes, as origens e um espaço de memória colectivo.

A festa de cada uma das localidades é o ponto de encontro, a marca de um calendário religioso/profano, ou ambos, que convoca todos a estar.

De entre as muitas e diversificadas festividades do concelho, a Capeia destaca-se pela sua singularidade e originalidade – utilização do forcão na lide do touro bravo –, e pelo facto de ser uma manifestação comum a muitas localidades. A Capeia é, assim, a expressão de cultura popular aglutinadora de uma identidade territorial mais abrangente que o espaço da comunidade do sítio.

Conforme já aludi noutras ocasiões, «A Capeia é identitária e dá aos membros da comunidade um forte sentido de pertença, criando fortes laços e vínculos à comunidade. A valorização desse património tende a preservar as referências ‘à terra’ – às raízes – e dessa forma estimular, nos que tendo laços com as comunidades, mas nelas não residem, o regresso, pelo menos por ocasião da Capeia. As expressões de cultura tradicional com as quais as pessoas ‘simpatizam’ e se identificam serão tanto mais motivo de vinda / regresso quanto maior for a ‘simpatia’ e a identificação com essas mesmas expressões. E, para uns é a Capeia, para outros é outra coisa qualquer, igualmente importante.

A Capeia é, assim, aglutinadora no regresso, motivação reforçada pela grande probabilidade de reencontros, o que é gratificante por ser tão forte a memória dos afectos e dos laços que perduram. A Capeia é, desta forma, um pretexto de confraternização, de convívio, de partilha, de desejo de estar junto de outros que diferentes percursos de vida separaram.

O êxodo, a emigração, a desruralização, não implicam que os que se afastaram se desliguem das suas origens. A busca das raízes, a centripetía das tradições, das festas, motiva ao retorno enquanto o universo das memórias for povoado pelas reminiscências dos “bons velhos tempos”. Retorno que acaba por se constituir em espaço de reconstrução de memória (o que recordamos do que aconteceu não é o que aconteceu, mas a reconstrução, no presente, do que vivenciámos ou experimentámos), onde se lubrificam as lembranças dos afectos e dos vínculos com novos afectos, novas partilhas, novas experiências.»

Todos os anos, no mês de Agosto, o ritual repete-se em Aldeia da Ponte, Aldeia do Bispo, Aldeia Velha, Alfaiates, Fóios, Forcalhos, Lageosa, Nave, Ozendo, Quadrazais, Rebolosa, Soito e Vale de Espinho.

Dada a inquestionável importância desta tradição, decidiu-se em 2009 avançar com o processo de inventariação de que resultou, em Novembro de 2011, o registo no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial (http://www.matrizpci.dgpc.pt/MatrizPCI.Web/Inventario/InventarioPCIListar.aspx?TipoPesq=2&NumPag=1&RegPag=50&Modo=1&Criterio=capeia&Inpci=True ); o primeiro realizado em Portugal. E foi a Câmara Municipal que avançou com a inventariação, não porque ela seja dona ou se queira apoderar da capeia, mas porque foi a melhor forma de a valorizar, promover e preservar, evitando bairrismos entre as diferentes aldeias; e porque é a Câmara quem melhor pode representar e aglutinar uma expressão cultural de diversidades locais em diferentes geografias, dando-lhe uma dimensão de “Terras do Forcão”.

A capeia é das comunidades e o seu futuro depende das comunidades. Foram elas que ao longo dos anos a promoveram, a valorizaram, a preservaram e a interpretaram à luz do desenvolvimento que, sobretudo depois dos anos 60, tão significativamente mudou o concelho.

Com a inscrição no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial (INPCI) a Capeia galgou as fronteiras do seu espaço de prática para se afirmar no mapa patrimonial do país. Ganhou a visibilidade e a dignidade que o Inventário lhe confere, mas, sobretudo, promoveu a participação das comunidades, grupos e indivíduos na defesa e valorização do seu património cultural imaterial, objectivo da inventariação.

O reconhecimento que o registo no INPCI conferiu à Capeia promoveu o envolvimento das comunidades na defesa e valorização do seu património cultural imaterial, garantindo, assim, a preservação dos laços e dos vínculos que criam um forte sentido identitário e de pertença à comunidade, tão necessários num mundo cada vez mais urbano, anónimo e anódino.





Encerro

As “capeias raianas” (Tavares, 1985) ocorrem durante o mês de agosto em várias aldeias – em número que, de resto, tem vindo a crescer – da zona raiana do Concelho de Sabugal e, normalmente uma vez por ano, na região de Lisboa, com organização da Casa do Sabugal. Estão registadas como Património Cultural Imaterial.

No dia da capeia, de manhã cedo, reúnem-se os cavaleiros da região para ir buscar, a solo espanhol, os cinco toiros que serão lidados numa praça improvisada no centro da aldeia, vedada com varas de madeira verticais, no topo das quais se localizam bancadas para os espectadores, e que com “burladeros” e outros refúgios constituem proteção e zona de escape para quem desafia o toiro. Estas estruturas substituem agora os antigos carros de bois que fechavam as saídas da praça. Improvisa-se também um curro num quintal de uma casa aí localizada. Em Aldeia da Ponte, e no Soito, localidades com Praças de Toiros fixas, é nestas que atualmente se realizam as capeias, incluindo um muito concorrido concurso entre aldeias chamado “Ao forcão, rapazes”.

Os toiros são conduzidos em manada “enroupada” pelos cabrestos até à aldeia em que se realiza a capeia, no dia da Festa local, de que é o momento culminante. Ao chegar perto da povoação, os cavaleiros incitam os toiros de modo a que galopem sem se tresmalharem. Muitas pessoas se posicionam ao longo do trajeto para ver passar o "encerro", ao passo que muitas mais ocupam os lugares disponíveis nas bancadas e outros lugares de onde se pode assistir à função. Encerrados os toiros no curral, segue-se o “toiro da prova”. Trata-se de lidar um primeiro toiro dos que foram encerrados.

Os rapazes solteiros (e desde há alguns anos, também algumas raparigas) empunham o forcão e enfrentam o toiro. Não podem participar pessoas não nascidas ou sem ascendentes diretos na localidade em festa, a não ser que, ocasionalmente, na parte principal do ritual, à tarde, seja largado um toiro para “os de fora”. E se os solteiros não executarem convenientemente a lide, saltam os casados a “pegar ao forcão”. A terra não pode passar pela vergonha de um mau desempenho.

Forcão

O forcão é um aparelho construído por varas em madeira pregadas e amarradas com cordas de um modo específico, de modo a formar um triângulo com um eixo com cerca de cinco metros desde a base até ao vértice posterior (o rabicho). A vara da base ultrapassa o ponto de inserção das varas que formam os lados em cerca de um metro e vinte para cada lado, tendo a respetiva vara cerca de sete metros e meio. As varas do eixo central, da base e dos lados têm cerca de 20 centímetros de diâmetro. A uni-las estão ainda outras varas mais finas que permitem aos moços pegarem no aparelho e dar-lhe consistência. Na base, junto ao ponto de inserção dos lados do forcão são colocadas varas mais curtas e mais finas, as galhas, doze em cada lado, que se projetam para a frente do triângulo e nas quais se procura que o toiro invista (Patana, 2013). Para isso o aparelho, segurado por cerca de 30 jovens que devem andar a “passo certo” (como na marcha militar), dando pequenos saltos com batidas simultâneas dos pés no chão, o que permite uma rotação rápida de todo o conjunto segundo o impulso dado pelo “rabicheiro”, homem que comanda o forcão, orientando a base para o toiro, de tal modo que este não consiga contornar essa base e colher quem pega no aparelho. À galha, isto é, na zona que fica mais próxima do toiro, devem pegar os mordomos da festa.

O forcão é pousado quando o toiro, depois de várias investidas, abandona a luta e desiste de investir. A atuação dos moços é avaliada em função do modo como responderam às investidas e as aguentaram, sendo naturalmente mais valorizadas as atuações perante toiros mais bravos e combativos.

Pousado o forcão os moços procuram “agarrar” o toiro, “recortando-o” (passando-lhe pela frente e escapando à investida) de forma coordenada, até que algum o alcance de modo a que os outros possam acudir a imobilizar o toiro. Esta componente do ritual não é indispensável, embora seja valorizada.

Capeia

A parte principal da capeia dá-se à tarde. Nessa altura são lidados quatro toiros, de modo semelhante ao descrito. Antes, porém, há um ritual a cumprir. Os moços e moças que irão protagonizar a lide juntam-se à porta de casa de um dos mordomos, de onde seguem para a do outro, até formarem um cortejo comandado pelos mordomos a cavalo, seguidos por duas fileiras de jovens que percorrem as ruas da aldeia em marcha de tipo militar, acompanhadas pelo som de um tambor que toca ao ritmo da “ordem unida”, empunhando alabastros e lanças simuladas e enfeitadas, como num desfile militar. Chegados à “praça” dão uma volta ao recinto e no fim os mordomos pedem autorização a uma pessoa de elevado prestígio social ou militar presente na assistência para dar início à capeia.

Quando esta termina os toiros são soltos do curral e devolvidos aos campos de onde vieram, no chamado “desencierro”. E todos se preparam para o arraial que durará a noite toda, oferecendo ocasião para se comentar entre vizinhos as peripécias e a qualidade da capeia, comparando-a com a de outros anos e com as de aldeias vizinhas.

Existe nesta “tauromaquia” raiana um princípio de competição entre aldeias, cuja explicação se encontra enraizada na história comum de aldeias de fronteira.




REGISTOS GRÁFICOS


Calendários das Capeias (2010-2019)


2019 2018 2017 2016 2015
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2014 2013 2012 2011 2010

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Capeias Calendario 2014(1).jpg Capeias Calendario 2014(2).jpg Capeias Calendario 2014(3).jpg Capeias Calendario 2014(4).jpg

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Cartazes das Capeias 2019


Aldeia da Ponte Aldeia do Bispo Aldeia Velha Alfaiates

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Capeia Aldeia do Bispo 2019.jpg FestasNSMilagres Aldeia do Bispo 2019.jpg

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Fóios Forcalhos Lageosa da Raia Nave

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Quadrazais Rebolosa Soito Vale de Espinho

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Festival Ó Forcão Rapazes! (2013-2019)


2019 2018 2017 2016 2015 2014 2013



Capeias - Casa do Concelho do Sabugal (2008-2019)


2019 2018 2017 2016 2015
2013 2012 2010 2009 2008



Outras Capeias/Pegas ao Forcão 2019




REGISTOS FOTOGRÁFICOS E VIDEOGRÁFICOS


Forcão e "Praça" da Capeia
Pedido da Praça
Capeia Arraiana



Capeias (geral)


Aldeia da Ponte


Aldeia do Bispo


Aldeia Velha


Alfaiates


Fóios


Forcalhos


Lageosa da Raia
  • Capeia - Reportagem Localvisão TV (2018)


Nave


Ozendo (Quadrazais)


Quadrazais


Rebolosa


Soito


Vale de Espinho


Outras Capeias



REGISTOS BIBLIOGRÁFICOS SOBRE A(S) CAPEIA(S) ARRAIANA(S)


  • ANDRADE, J. Osório de (1993) - A capeia arraiana. Um Repositório do Inconsciente Colectivo. Guarda: Delegação do IATEL.
  • ANG (1981) - A capeia, Mensagem da Saudade, Alfaiates, 246/247, julho-agosto, p. 3, 8, 6.
  • BOTELHO, Abel (1917) - Uma Corrida de Toiros no Sabugal. In Mulheres da Beira. 2ª edição refundida (1ª edição, 1886). Porto: Livraria Chardron de Lélo & Irmão, Editores, p. 32-41.
  • CABANAS, António; TOMÉ, Joaquim (2011) - Forcão. Capeia arraiana. Edição dos autores.
  • CAPUCHA, Luís Manuel Antunes (1995) - O espelho quebrado: versus e reversus nas tauromaquias populares, Mediterrâneo. Revista de Estudos Pluridisciplinares sobre as Sociedades Mediterrânicas, Lisboa, 5/6, julho-dezembro 1994/janeiro-junho 1995, p. 33-56.
  • CARREIRINHA, Esteves (2005) - O forcão da raia, Cinco Quinas, Sabugal, 47, fevereiro, p. 20.
  • GONÇALVES, Agostinho (1986) - Origens da capeia arraiana, Sabugal, Lisboa, 35, abril/maio, p. 1 e 8.
  • JORGE, Maria da Conceição Ramajal (1998) - A Capeia. Edição da autora.
  • MANSO, Francisco (2010) - Uma Capeia, roubada, nos Fóios, Cinco Quinas, 113, agosto, p. 18-19.
  • MANSO, Francisco (2012) - Capeia raiana: origens, Cinco Quinas, Sabugal, 138, setembro, p. 3.
  • MANSO, Francisco (2014) - Heróis da Capeia, Cinco Quinas, Sabugal, 162, setembro, p. 3; 163, outubro, p. 3.
  • MICAS (Amílcar do Dino da Rosa) (2010) - Mordomos da capeia nos últimos 50 Anos, Folha Fojeira, Fóios, 35, agosto, p. 6-8.
  • NABAIS, José Maria (2005) - Capeias Raianas. In Aldeia do Bispo. As pedras e as gentes. Aldeia do Bispo: Mordomos da Capeia, p. 47-52.
  • NUNES, Manuel Luís F. (1998) - A capeia arRaiana, Sabugal, Lisboa, 104, junho, p. 5.
  • PATANA, Zé Manel (2013) - Lageosa da Raia e as suas capeias: muitos anos de histórias e emoções. Castelo Branco: RVJ - Editores.
  • PERES, João (2004) - Capeia arraiana – o forcão, Boletim da Associação Amigos da Aldeia da Ponte, Aldeia da Ponte, 58, dezembro, p. 5.
  • PISSARRA, António de Andrade; HERNÁNDEZ GÓMEZ, Angel (2003) - Terras do forcão. Edição dos autores.
  • PRATA, José (1988) - A capeia arraiana, Boletim da Associação Amigos de Aldeia da Ponte, Aldeia da Ponte, 18, abril a setembro, p. 1 e 2.
  • PUCARIÇO, Filipa Matos Novo (2015) - Estudo do impacto socioeconómico da capeia arraiana. Lisboa: Universidade de Lisboa / Faculdade de Medicina Veterinária [dissertação de Mestrado Integrado em Medicina Veterinária].
  • Ramos, Elsa Ventura; Umbelino, Jorge; Mendes-Jorge, Luísa (2020), "Tauromaquias populares, realidade e identidade", in "Turismo. História, Património e Ideologia - Dialógos e Memórias", Lisboa, Instituto de História Contemporânea, pp. 319-337
  • RITO, Felismina (2010) - Ditos populares (em redor da capeia), Sem Fronteiras, Rebolosa, 65, outubro, p. 3.
  • RITO, Felismina (2012) - Ditos populares (em redor da capeia), O Soito, Soito, 15, II série, julho, p. 2.
  • SALADA, José João Alves (1988) - A capeia raiana em terras do Sabugal. Lisboa: Instituto Superior de Educação Física [monografia de licenciatura em Educação Física].
  • SERRA, Mário Cameira (2006) - A capeia raiana: a luta, a representação, o jogo, Nova Guarda, Guarda, 512, 16 de agosto, p. 30.
  • SERRA, Mário Cameira; VEIGA, Pires (1986) - A Capeia. Um Jogo de Força. Guarda: Associação de Jogos Tradicionais da Guarda.
  • SOUSA, Manuel de (1987-88) - Touradas – corridas de touros – capeias, Notícias dos Forcalhos, Forcalhos, 7, p. 8; 8, p. 6-7; 9, p. 14-15; 10, p. 6-7.
  • TAVARES, Adérito (1985) - A Capeia Arraiana. Lisboa, edição do Autor.
  • TAVARES, Adérito (2001) - A Tauromaquia Popular na Raia do Sabugal. In Congresso do 7º Centenário do Foral – Sabugal. Sabugal: Câmara Municipal do Sabugal, p. 89-95.
  • TEIXEIRA, Fernando (1994) - O touro e o destino: a morte e ressurreição a las cinco en punto de la tarde. Lisboa: Instituto de Sociologia e Etnologia das Religiões.
  • TEIXEIRA, Fernando (1995) - A corrida do forcão, Mediterrâneo. Revista de Estudos Pluridisciplinares sobre as Sociedades Mediterrânicas, Lisboa, 5/6, julho-dezembro 1994 / janeiro-junho 1995, p. 23-32.
  • TORRES, Jorge (2009) - A capeia raiana, um elemento do Património Cultural Imaterial. Coimbra: FLUC. [Seminário Património Cultural; Mestrado em Museologia].
  • TORRES, Jorge (2012) - A capeia Arraiana, património único do concelho do Sabugal. In *JACINTO, Rui (coord.) - Patrimónios, Territórios e Turismo Cultural. Recursos, Estratégias e Práticas. Guarda / Lisboa: Centro de Estudos Ibéricos / Âncora Editora, p. 185-209.
  • 2001 - Capeia Raiana. A tradição ainda é o que era..., Cinco Quinas, Sabugal, 13, agosto, p. 2-3.
  • 2014 - Capeia Arraiana - Sabugal. Património Cultural Imaterial Nacional. Sabugal: Câmara Municipal do Sabugal.



BIBLIOGRAFIA CITADA

  • Capucha, Luís e Marco Gomes (2016). "Tauromaquia, Cultura com Sabor de Festa". In LNEC - CRIA (Ed.), Congresso Ibero Americano Património, suas Matérias e Imatérias, Lisboa.
  • Tavares, Adérito (1985). A Capeia Arraiana. Lisboa: Edição do Autor.



Aldeia da Ponte Aldeia do Bispo Aldeia Velha Alfaiates

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2019
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Fóios Forcalhos Lageosa da Raia Nave
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Quadrazais Rebolosa Soito Vale de Espinho
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