Diferenças entre edições de "Traje de Matador de Toiros"

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O “Traje de Luces” é envergado pelos toureiros a pé sejam matadores de toiros, novilheiros ou bandarilheiros. A designação remete para os efeitos luminosos produzidos pela refração da luz nas lantejoulas que os adornam. São elaborados em seda e adornados com ouro e prata - o ouro é usado em exclusivo por matadores e novilheiros e a prata por bandarilheiros. A sua designação abrange toda a indumentária do toureiro desde a cabeça até ao calçado.
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Sobre a cabeça é utilizada a “Montera”, um tipo de chapéu confecionado em veludo e passamanaria, tendo dos lados duas borlas, os machos. No caso de brindar a faena o toureiro entrega a Montera nas mãos do homenageado ou caso brinde ao público, esta é atirada ou deixada sobre o solo na arena, preferencialmente voltada para baixo, sendo recolhida apenas no final da lide. De referir ainda que durante as Cortesias a Montera é transportada na mão, no caso de ser primeira atuação do toureiro na Praça em causa, ou na cabeça no caso de ser repetente. Na zona da nuca é utilizada a “Coleta” ou “Castañeta”, designação castelhana para cabelo postiço apanhado numa espécie de trança. Apenas usam os toureiros que participam na corrida à espanhola.
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A camisa que enverga é branca bordada com folhos na zona peitoral. Ao pescoço é atado uma faixa de tecido, “Corbatín”, semelhante a uma gravata que é normalmente de cor preta ou da cor do tecido utilizado no traje. Por cima da camisa é posto o “Chaleco”, uma espécie de colete e a “Chaquetilha” ou “Jaquetilla”, uma jaqueta curta bordada a ouro prata e seda. A “Chaquetilha” é uma peça da indumentária demasiado rija uma vez que é forrada interiormente por fortes entretelas que lhe dão o ar de couraça, pelo que possui aberturas na zona das axilas para facilitar o movimento de braços do toureiro. Está revestida de cetim de cor, ornada com catorze alamares (caireles), motivos que se repetem em toda a orla inferior. É ainda bordada nas costas e possui duas pequenas algibeiras também ornamentadas. As mangas são também ricamente bordadas e ornamentadas, das quais pendem borlas, os machos.
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Calção é também designado por “taleguilla”. É da cor da jaqueta e do colete, bem justo às pernas e aberto dos lados cerca de 15 cm acima dos joelhos. São atados na parte inferior com machos que ficam pendentes como adorno. Debaixo deste calção utilizam-se meias de seda cor-de-rosa. Por último, as Sapatilhas. São de pelica preta, sem salto, abertas e adornadas com um laço na parte superior, possuindo uma sola especial antiderrapante.
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Completa o traje o Capote de Passeio que embora mais pequeno e leve possui a mesma forma do capote de brega. É um dos elementos mais luxuosos do traje sendo apenas utilizado nas cortesias. São normalmente bordados a ouro e fios de seda e adornados com imagens religiosas. Pela sua riqueza são consideradas verdadeiras obras de arte.

Revisão das 23h19min de 10 de fevereiro de 2020

O “Traje de Luces” é envergado pelos toureiros a pé sejam matadores de toiros, novilheiros ou bandarilheiros. A designação remete para os efeitos luminosos produzidos pela refração da luz nas lantejoulas que os adornam. São elaborados em seda e adornados com ouro e prata - o ouro é usado em exclusivo por matadores e novilheiros e a prata por bandarilheiros. A sua designação abrange toda a indumentária do toureiro desde a cabeça até ao calçado. Sobre a cabeça é utilizada a “Montera”, um tipo de chapéu confecionado em veludo e passamanaria, tendo dos lados duas borlas, os machos. No caso de brindar a faena o toureiro entrega a Montera nas mãos do homenageado ou caso brinde ao público, esta é atirada ou deixada sobre o solo na arena, preferencialmente voltada para baixo, sendo recolhida apenas no final da lide. De referir ainda que durante as Cortesias a Montera é transportada na mão, no caso de ser primeira atuação do toureiro na Praça em causa, ou na cabeça no caso de ser repetente. Na zona da nuca é utilizada a “Coleta” ou “Castañeta”, designação castelhana para cabelo postiço apanhado numa espécie de trança. Apenas usam os toureiros que participam na corrida à espanhola.

A camisa que enverga é branca bordada com folhos na zona peitoral. Ao pescoço é atado uma faixa de tecido, “Corbatín”, semelhante a uma gravata que é normalmente de cor preta ou da cor do tecido utilizado no traje. Por cima da camisa é posto o “Chaleco”, uma espécie de colete e a “Chaquetilha” ou “Jaquetilla”, uma jaqueta curta bordada a ouro prata e seda. A “Chaquetilha” é uma peça da indumentária demasiado rija uma vez que é forrada interiormente por fortes entretelas que lhe dão o ar de couraça, pelo que possui aberturas na zona das axilas para facilitar o movimento de braços do toureiro. Está revestida de cetim de cor, ornada com catorze alamares (caireles), motivos que se repetem em toda a orla inferior. É ainda bordada nas costas e possui duas pequenas algibeiras também ornamentadas. As mangas são também ricamente bordadas e ornamentadas, das quais pendem borlas, os machos. Calção é também designado por “taleguilla”. É da cor da jaqueta e do colete, bem justo às pernas e aberto dos lados cerca de 15 cm acima dos joelhos. São atados na parte inferior com machos que ficam pendentes como adorno. Debaixo deste calção utilizam-se meias de seda cor-de-rosa. Por último, as Sapatilhas. São de pelica preta, sem salto, abertas e adornadas com um laço na parte superior, possuindo uma sola especial antiderrapante.

Completa o traje o Capote de Passeio que embora mais pequeno e leve possui a mesma forma do capote de brega. É um dos elementos mais luxuosos do traje sendo apenas utilizado nas cortesias. São normalmente bordados a ouro e fios de seda e adornados com imagens religiosas. Pela sua riqueza são consideradas verdadeiras obras de arte.