Área Média disponível por Bovino Bravo

Revisão em 01h36min de 30 de abril de 2020 por Prodrigues (Discussão | contribs)

A distribuição do efetivo total não corresponde exatamente à distribuição das área de implantação das ganadarias, pelo que se prevê verificarem se diferentes áreas disponíveis por cabeça. No total do efetivo, considerando uma área estimada de 34 mil hectares, prevê-se um rácio de 1,43 hectares por cabeça.
Considerando apenas os bovinos para lide, o rácio é de 2,1 hectares/cabeça.
As estimativas apontam para que seja na região da Lezíria do Tejo que a área disponível por bovino bravo seja superior, aproximadamente 1,7 ha/cabeça caso se considere a totalidade do efetivo, e 2,6 ha/cabeça considerando apenas os bovinos para lide.


Quadro – Área média estimada por bovino segundo as NUTS III

NUTS II NUTS III Área disponível por bovino para lide (ha/cabeça) Área disponível por bovino, total do efetivo (ha/cabeça)
Alentejo Alentejo Litoral 1,7 1,2
Baixo Alentejo 1,9 1,3
Lezíria do Tejo 2,6 1,7
Alto Alentejo 2,1 1,3
Alentejo Central 1,7 1,2
AML Área Metropolitana de Lisboa -(1) -(1)
R. A. Açores R. A. Açores 2,9(2) 1,9(2)
Centro Oeste -(1) -(1)
Região de Coimbra 2,1(2) 1,5(2)

Fonte: cálculos próprios
Notas:
(1) Valor não calculado por existirem ganadarias com baixo número de bovinos bravos ou não ser possível estimar a área das ganadarias, o que resultaria em valores significativamente desviados da média.
(2) Dado o baixo número de casos amostrais (ganadarias), os valores nas regiões dos Açores e Coimbra poderão ter desvios consideráveis.


Será no distrito de Santarém, coincidente com a região da Lezíria, e eventualmente Setúbal (a estimativa para este distrito é interpretada com mais cuidado que as anteriores, pois existem ganadarias com baixo número de efetivos), que se situam as ganadarias com maior área disponível por cabeça (2,4 ha/cabeça considerando só bovinos de lide, e 1,6 ha/cabeça na totalidade no distrito de Santarém, e 2,7, e 1,8 ha/cabeça em Setúbal, respetivamente). Contabilizando apenas bovinos de lide o distrito de Portalegre também têm um valor médio superior a 2 ha/cabeça (2,1), o que está acima da média da região do Alentejo. Por outro lado Beja e Évora disponibilizam 1,8 ha por toiro de lide.


Quadro – Área média estimada por bovino segundo os distritos

NUTS III Área disponível por bovino para lide (ha/cabeça) Área disponível por bovino, total do efetivo (ha/cabeça)
Coimbra 2,1(2) 1,5(2)
Setúbal 2,7(1) 1,8(1)
Portalegre 2,1 1,3
Beja 1,8 1,2
Santarém 2,4 1,6
Évora 1,8 1,3

Fonte: cálculos próprios
Notas:
(1) Valor que poderá estar sobrestimado.
(2) Dado o baixo número de casos amostrais (ganadarias), os valores na região de Coimbra poderá ter um desvio considerável.

Em conclusão, apesar de as ganadarias do Alentejo terem uma área média de implantação superior à ganadarias das regiões da Lezíria do Tejo, o número do efetivo é relativamente maior no Alentejo face a uma unidade de área disponível para a criação em regime de produção extensivo. Em resultado, nas zonas da Lezíria do Tejo cada toiro de lide têm aos seu dispor uma maior área.


Bibliografia

  • Registo Genpro Online | Criadores e Explorações, cedido pela APCTL em 2019.
  • Farto, Afonso (2018), “Caracterização das Ganadarias Bravas Portuguesas”, Dissertação de mestrado, Instituto Superior de Agronomia, Universidade de Lisboa.