Castas Fundacionais

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Os toiros de lide contemporâneos derivam de um conjunto de castas originais, denominadas de castas fundacionais. As três principais características para classificar essas castas são a geografia, a morfologia e o comportamento.
Do ponto de vista geográfico as castas fundacionais têm origem em três territórios: Espanha, Portugal, e França.
Espanha é o território de onde são identificadas mais castas, sete: Morucha Castellana, Jijona e Toros de La Tierra, Navarra, Cabrera, Gallardo, Vista Hermosa e Vasquenha. Na atualidade as castas predominantes são a Vistahermosa e a Vasquenha.


Quadro - Principais castas, encastes e linhas actuais em Espanha

Casta Encaste Linha
Cabrera Miura
Galhardo Pablo Romero
Navarra
Vasquenha Cocha e Sierra
Veragua
VistaHermosa Murube - Urquijo
Contreras
Saltilho
Santa Coloma Buendía
Graciliana Pérez-Tabernero
Conquila
Derivados de Parladé Albaserrada
Urcola
Gamero - Cívico
Pedrajas
Conde de la Corte
Atanasio Fernández
Juan Pedro Domecq
Nuñez
Torrestrella
Cruces com Vistahermosa Hidalgo - Barquero
Vega - Villar
Villamarta

Fonte: adaptado de https://www.toroslidia.es


Em Portugal existe uma casta de sangue puro português. De acordo com Lucas (2006) existem pelo menos seis encastes derivados da Casta Portuguesa, quatro dos quais de origem em território continental e outros dois da região dos Açores. No entanto, atualmente, estes encastes apenas estão presentes num pequeno número de ganadarias.


Quadro – Casta portuguesa e encastes derivados

Casta Encaste Região
Portuguesa Vaz Monteiro Continente
Norberto Pedroso Continente
Lafões Continente
J. Fagundes Continente
Castro Parreira Açores
Dinis Fernandes Açores


Por último, da região de França, também é reconhecida uma casta fundacional, a Camarguesa.


Bibliografia

  • APCTL (2019), “Livro das ganadarias portuguesas registadas na APCTL, 2019”, APCTL.
  • Correia, Pedro (2012), “Posicionamento Genético do Gado Bravo da Ilha Terceira em Relação à Raça Brava de Lide”, Dissertação de mestrado em Engenharia Zootécnica, Universidade dos Açores.
  • Grupo Tauromáquico “Sector 1” (2019), “Manual do aficionado. Como ver uma corrida de toiros”, III Curso de Formação Taurina.
  • Lucas, A. V. (2006), “Ganadarias Portuguesas 2006”, Edição Associação Portuguesa de Criadores de Touros de Lide, Porto Alto, 30-150 pp.